sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Aventura 18+- Porra


Esta é uma aventura de Belregard , com temas como drogas, sequestro, sexo e prostituição. Apesar de ser inicialmente uma aventura para o sistema Cave Cane, pode ser facilmente adaptado para qualquer outro jogo, pois é meramente narrativa utilizando a estrutura narrativa recomendada para o jogo Belregard.Não recomendado para menores de 18 anos.

terça-feira, 31 de julho de 2018

The Hyrule Hack



Com orgulho que apresento a vocês esta Hack de The Legend of Zelda. Com a diagramação feita pelo brilhante Aislan Borba e o apoio da comunidade Black Hack Brasil que está entregue a vocês o The Hyrule Hack, um manual básico completo com 36 páginas para suas aventuras no universo de the legend of zelda acontecerem da forma mais simples e divertida possível!


sábado, 9 de junho de 2018

Crianças Malcriadas Brincado de LARP

Vendo a um gameplay de South Park Stick of The Truth imaginei como seria legal jogar um rpg sobre aquilo, então comecei a rabiscar idéias sobre um rpg aonde os jogadores seriam crianças interpretando personagens de um RPG Live Action (LARP). Espero que apreciem e me dêem o feedback!


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Belregard e a Filosofia

Eu já expus anteriormente minhas considerações inspiratórias sobre o Belregard, que é um cenário que agora está financiamento coletivo. Um ótimo cenário que tem muito a que mostrar, o seu potencial como jogo e divertimento é enorme, mas há neles considerações filosóficas muito interessantes a serem consideradas. Eu sou estudante de filosofia e este texto é Summa Theologica do evangelho do cão! Afinal, a Sombra venceu! Apoiem o projeto do Jefferson Neves e Rafão Araújo em mais um grande projeto do Lampião Game Studio.

Das considerações materiais, quando você se depara com as páginas de Belregard vc lida com a existencialidade da Idade das Trevas. Roma caiu, a Igreja ascendeu e Deus esta no comando, mas em Belregard há o Império e esta lacuna de poder não é muito bem preenchida e somado ao fato da morte de Deus deixa claro que as coisas em Belregard são um dilema existencial no qual a figura da Sombra (Pecado) está em evidência pela Morte do Demiurgo. A corrupção, o mal, a excrescência são uma realidade neste cenário, maduro e aonde o desconforto e a maturidade serão exigidos. A arte é um primor sempre deixando claro a dualidade entre luz e trevas, a diagramação lembra os textos dos monges copistas com suas anotações e notas e capítulos com palavras em Latim. Se você acha que D&D é fantasia medieval, revise seus conceitos, Belregard é sem tirar nem por isto!

Da filosofia apresentada em Belregard a mais presente é a escolástica, escola de pensamento predominante entre os séculos IX ao XVI na Europa Medieval, a presença do divino no pensamento, o maniqueísmo espiritual aonde existe um Deus poderoso julgando e condenando a todos, mas Belregard faz uma oposição dialética a este pensamento de maneira Brilhante, se Deus está morto, tudo é permitido? Meu caro a Sombra tomou o cadáver de Deus e o vilipendia corrompendo a criação, aos homens resta apenas uma luz de vela de esperança vã em um mundo derrotado pela escuridão.

"Dai-me a castidade e a continência, mas não agora" (Conf. VII, 7, 17)
Com esta citação de Santo Agostinho deixo meu parecer sobre Belregard, um cenário aonde a ameaça da Sombra paira para corromper aos mortais e a vã esperança do mundo repousa no cadáver de um deus derrotado e consigo o mundo. Belregard possui fontes de inspiração muito interessantes e que podem ser utilizadas como inspiração para futuros jogos e cenários. Um produto que merece transcender sua própria existência e ir além do que já. Parabéns aos envolvidos e que a Sombra não prevaleça!


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Kuesuto & Doragonzu v 2.0 (Em teste)

Eu sou um entusiasto de jogos old school, mas sou um grande fã das animações japonesas também, e os jogos eletrônicos retrô, não pra mim que cresci jogando eles, tem um pouco deste espírito viajar no mapa encontro aleatórios voltar pra cidade recuperar-se equipar e por ai vai. Queria criar um jogo que me trouxesse essa sensação sem precisar ser muito denso tendo várias regras e essas coisas que os jogos mais modernos apresentam.
A primeira versão ainda era o esboço, esta versão agradeço ao pessoal do Grupo OSR Ordem dos Saudosos RPG no facebook e ao meu amigo Pablo Parzanini que me deu várias dicas sobre este material. Ainda é uma versão beta, mas quero disponibilizar para testes Divirtam-se!



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Odú RPG versão 1.5

Bem com muito orgulho que entrego está pré-versão do Odú RPG com algumas revisões e adições de regras para melhor funcionamento do jogo em minhas mesas de testes. Aceito sugestões quanto ao conteúdo, revisões (principalmente) e críticas.
Esta versão é crua mesmo e assim permanece devido a minha agenda atarefada, diagramadores, ilustradores que queiram colaborar com o projeto estamos ae para o diálogo.
Quanto as palavras em yorubá ainda estão "aportuguesadas" pra melhor entendimento e também aceito opiniões quanto a grafia correta e como deixar de fácil entendimento para todos. Bem Odú RPG continuará sendo um jogo simples e ágil quanto sistema, mas sei que é complexo e até hermético quanto ambientação. Espero que gostem e tendo uma boa recepção postarei uma aventura em breve!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Resenha do Bardo- Neoghaluni

Neoghaluni é um RPG de Fantasia Urbana lançado pelo selo Lampião Game Studio, uma parceria do Diego Bernard com o Jorge dos Santos Valpaços. Eu me deparei com o livro em eventos, mas consegui ler o material e pude comprovar a qualidade do material. Uma fantasia Urbana sui generis com um cenário já inserido, ainda que não muito desbravado, o que é bom, pois deixa a critério do mestre e jogadores dar a sua cara ao mesmo.

Como todo bom jogo de RPG Neoghaluni começa com sua introdução e explicando o que é o RPG, para um jogador novo sempre necessário, após isto vem a descrição do cenário. Neoghaluni possui uma cosmologia e Deuses próprios, podemos ver aqui forte influência do D&D (3ed), explicações sucintas  acerca da história, mas com ganchos pra campanhas e aventuras ali. Civilização perdida, Deuses e homens em guerra, tecnofobia. A tecnologia do mundo é similar a do nosso nos anos 2000, mas a profissão de aventureiro é regulamentada.

Neoghaluni é uma imensa federação cujo governo da União é uma Monarquia, isso por si só já é algo novo e pode ser abordado como campanha. Um continente habitado por vários povos, raças e a principal fonte de energia é a magia, a tecnologia ao menos para armas é vista com desconfiança. A coisa que une este continente é o tratado de Neoghaluni, uma espécie de Carta Magna que dita princípios e regras desta federação. O jogo poderia ser apenas de intriga e políticas se vc quiser...


O sistema de Neoghaluni é simples, role 1d20 obtenha 12 ou mais e você é bem sucedido, mas em algumas condições você pode estar ou não favorável obtendo 1 ou 2 d6 positivo/ negativo a rolagem e soma suas perícias na jogada. Existe a possibilidade do possitivo com erro que é obter valor igual a 12. A evolução em neoghaluni se obtém com 10 xp obtida das mais variadas formas possíveis em jogo, com objetivos alcançados, interpretação etc...

Existem 3 atributos em Neoghaluni Físico, Intelecto e Consciência que podem variar de 1 até 5 e estes concedem perícias que são os modificadores de jogadas e estas estão relacionadas a grupos de perícia. O combate de Neoghaluni faz você emergir nos jogos de rpg de turnos eletrônicos com gasto de pontos para agir e as tradicionais rolagens de ataque e dano.
Personagens dispõem de inúmeras raças e classes diversificadas e únicas, vale a pena olhar cada uma e vc vai ficar lembrando de Final Fantasy e similares, o que gera uma nostalgia em admiradores deste tipo de jogos como eu. As Habilidades das classes evocam isto muito bem, enquanto as raças possuem aspectos mecânicos, mas o mais interessante é a breve descrição deles no cenário que enriquece cada vez mais a proposta.
Existem características que identifiquei no jogo típica de jogos narrativos que são a conduta, medalhas e o Ofício que são coisas que influenciam mecanicamente, mas estão ligadas diretamente ao background ou a narrativa a ser feita. Até mesmo os equipamentos entram neste sistema com mecânicas de recursos e dívidas, são coisas que de fato não precisam, mas deixam o jogo mais elegante.


O capítulo de Magias tem a famosa lista de descrição de magias, mas a parte mais legal é a customização de sua própria magia, isto sim é enriquecedor para seu jogo. Os Deuses utilizam-se da mecanica de conduta e concedem poderes aos seus adeptos e enriquecem, uma coisa que gostaria de ter visto era a influência disto no cotidiano de Neoghaluni e como funciona tecnologia com Deuses que concedem poderes nesta cultura rica. Mas claro é um livro básico, em manuais futuros isto pode ser explicado.
As sobreclasses são evoluções das classes com poderes mais poderosos, típico de jogos eletrônicos que fortemente influenciam este jogo. Após isto vem a parte de itens e o capítulo do Narrador com dicas de campanhas e aventuras, necessária já que é um livro jogo/cenário. Um bestiário com algumas criaturas e o espetacular guia de criação de seus próprios monstros!

Neoghaluni é um livro com custo benefício enorme, colorido, completo, um sistema simples e facilmente hackeável. Influência de jogos indie e mainstream, pegando um pouco de bom dos dois mundos com preço razoável. A única crítica que talvez eu tenha é que o cenário poderia ter sido melhor aprofundado ou descrito, mas o livro tem o suficiente para você jogar e aproveitar este ótimo jogo.

Nota do Bardo: